Share this
O Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) está a desenvolver com os operadores um novo sistema de gestão de tarifas e a reestruturação dos pacotes de dados, numa altura em que o país debate os desafios da inclusão digital e da qualidade de acesso. O anúncio foi feito pela PCA do INCM, Helena Fernandes, durante o seminário de validação da estratégia “Internet para Todos”, um esforço conjunto desenvolvido em parceria com o Ministério das Comunicações e Transformação Digital e organizações internacionais.
A abertura do evento serviu para debater os caminhos necessários para universalizar o acesso digital no país e garantir maior proteção aos utilizadores face às reclamações recorrentes sobre o consumo de pacotes de dados.
“O objectivo principal é reforçar a transparência, a fiscalização e a responsabilização na prestação de serviços de telecomunicações”, afirmou Helena Fernandes, apontando o desenvolvimento de um novo sistema de gestão de tarifas em fase de testes.
A PCA do INCM reforçou ainda o compromisso institucional com os utentes ao declarar que “o INCM está também a trabalhar com os operadores na reestruturação dos pacotes de serviço de telecomunicações com objectivos de assegurar que sejam mais simples, mais transparentes, claros e facilmente identificáveis e auditáveis”.
Por seu turno, Sónia Jorge, directora executiva da Global Digital Inclusion Partnership, debruçou-se sobre os desníveis e os desafios estruturais que marcam o ecossistema digital moçambicano, alertando para a urgência de transitar de uma conectividade meramente marginal para um acesso verdadeiramente significativo e inclusivo.
“o INCM já está a fazer trabalhos muito interessantes, principalmente através do Fundo de Acesso e Serviço Universal, mas não é suficiente,” disse.
Para a responsável iniciativa ” Internet para Todos” é importante, pois serve de orientador na identificação das prioridades de investimento, de modo a garantir o comprimento das metas de acesso universal.
“Esta estratégia é importante porque vai ajudar não só o INCM, mas o Ministério das Comunicações e Transformações Digital e outros parceiros de desenvolvimento a ver onde é que podem investir, onde é que devem investir e como podem colaborar para realmente criar mais oportunidades,” defendeu.



Facebook Comments